Até para um Senhor Deus...

Que palácio gigante, neste conto de Fadas,
Onde nenhuma carne jamais tocou,
Todos seguem a minha melancólica voz,
E não sabem que são loucos…
Dois anjos, que vieram a mim lá do alto,
Falar-me em segredo como profeta privado,
Escolhido a dedo para contar ao mundo,
No qual me vi, à força, lançado,

Envolvi então o amor profundo,
Para nascer de mim mais uma hipocrisia,
Um fundamentalismo de fim do mundo.

Com um toque de mão, nasceu ignorância,
Uma virtude neste cativeiro de gente,
Guiando pelas leituras de entranhas,
Porque uma bússola não lhes mente.
Insensatez! Insensatez e destruição,
Com a mera palavra fantasiosa,
De fazer acreditar possuírem a verdade,
Numa brincadeira cruelmente perigosa,

O pensamento é rei das ações,
Para que o vazio não seja preenchido,
Por pessoas, deuses ou corrupções.
Agora sem anjos, nem simpatias,
Dinheiro vago ou profecias,
Entrego-vos numa bandeja, a certeza
De que ela, é a mais arrogante de todas as virtudes.

Edgar S.

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Até para um Senhor Deus... Até para um Senhor Deus... Reviewed by Edgar Sacadura on quarta-feira, setembro 18, 2013 Rating: 5

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