Suspenso

Vinte da noite,
Aqui estou eu,
Suspenso
Cheio de um silêncio,
E o cheiro de incenso,
Que me oferece um abraço gélido,
De um só ser, como cortesia...
A vastidão de um traço,
Iguala-se ao do meu olhar,
Palpitante o coração esmagado,
Que não quer acreditar,
A mente irritada,
Que se recusa a acalmar,
E a alma partida, partida
Que à noite se irá lançar.
Tudo suspenso,
Como que a flutuar...
Vinte e uma horas,
De nada vale chorar.
Tudo permanecerá igual,
O vazio que irás deixar.
Os amores e as esperanças,
Os ponteiros e a suas danças,
E a alegria de te guardar.

Edgar Sacadura.


Suspenso Suspenso Reviewed by Edgar Sacadura on sexta-feira, dezembro 20, 2013 Rating: 5

Sem comentários:

Com tecnologia do Blogger.